Resenhas dos
livros I e III da obra Emilio de Rousseau
Gabriel
Heidrich Medeiros Mestrando em filosofia pela UFPEL/ gabriel_heidrich@yahoo.com.br/ 53 33421266
Resenhas dos
livros I e III da obra Emilio de Rousseau
Resumo: O trabalho visa a
abordagem superficial dos principais temas dos livros I e III da obra O Emilio
de Rousseau.
Palavras chave- Emilio,
pedagogia e Rousseau.
Abstract: The approach aims to work surface of the main themes of the
books I and III of the work of Emilio Rousseau
Keywords-Emilio, pedagogy and Rousseau.
Livro um
“Tudo é certo em saindo das mãos do
autor de todas as coisas, tudo degenera nas aos do homem.” (Emilio Rousseau
1979 pag:9) Esta e a
premissa principal do pensamento de Rousseau. Ela é a crença tipicamente
romântica e uma visão antropológica otimista quanto ao homem é a idéia de que o
homem em seu estado de natureza é bom. Inclusive mais cooperativo com seus
colegas. E uma idéia bem divergente a outro autor anterior a Rousseau Hobbes
tinha uma visão antropológica pessimista do homem, pois este para o autor de
“leviatã” quando o homem esta dentro do seu estado de natureza ele fica em um
estado de guerra constante que somente com a intervenção do estado delimitador
da liberdade humana e que poderá ser quebrado. Já em Rousseau o estado e que
tem um papel “desvirtuante” já que ao colocar o homem em um estado de paz
perpetua este acaba por desenvolver vícios. Há aqui, sobretudo uma critica ao
estado moderno, pois este acaba por formar nem cidadões nem homens, pois o
conforto proporcionado pelo estado acaba por formar homens fracos indispostos
para viver tanto para si quanto para os outros.
Mas como formar homens a resposta é pela
educação. a única forma de se tornar alguma coisa e pela educação. No Emilio
Rousseau acha que a educação e habito e que visa uma meta e esta meta que e
senão a meta do homem natural. A grande questão seria então para Rousseau È
como formar um homem voltado para si “naturalizado” no meio do turbilhão de
desvios que a sociedade o seu tempo trás. A tentativa de educar alguém na
sociedade moderna do tempo de Rousseau seria como criar uma nada esta e a visão
do homem de seu tempo para Rousseau, pois ele não serve mais nem para si nem
para os outros, tornou-se viciado em pequenos caprichos oferecidos pela
sociedade. Portanto a doutrina educativa de Rousseau esta longe de almejar a
virtude e sim o nada fazer. o esforço de Rousseau esta em afastar os vícios para
que o homem possa ser atingido pelos impulsos naturais e que se deixe levar por
estes. No Emilio Rousseau enumera três tipos de educação. A da natureza a do
homem e a dos objetos. Sendo que somente da segunda somos realmente senhores e
que devemos ampliar o êxito natural de chegar à meta que é a própria natureza,
pois sendo a educação um mero habito que visa a meta. Rousseau no livro um do
Emílio sita a republica de Platão como sendo uma das mais belas obras de
educação voltada para a cidadania e entre vários exemplos de cidadoes,entre
eles.
“uma
mulher de Esparta tinha cinco filhos no exercito e aguardava notícias da
batalha. chega UM HILOTA, ela pede lhe, trêmulas informações: “vossos cinco
filhos morreram – vil escravo perguntei isso? – “alcançamos a vitoria” A mãe
corre ao templo e rende graças aos deuses. “Eis a cidadã.”(Emilio Rousseau 1979
pag:13)
Este e um belo exemplo da
educação voltada para os outros que assim como a educação voltada para si torna
impossível no tempo de Rousseau “não se pode ter uma educação cidadã e uma
educação voltada para si elas não se misturam”.
Com a idéia de tentar desenvolver um
método educativo voltado para si Rousseau imagina um pupilo quimérico chamado
Emilio ao qual o autor de o contrato social iara aplicar o seu método. Rousseau
visa educar o seu para que seja forte e não caia em vícios por isso ele também
idealiza o seu aluno. Ele não deve ser alguém doente, pois este só viveria para
existir devido aos constates cuidados que se tem que ter com este tipo de pessoa.
Rousseau quer ensinar a viver quer que o seu Emilio seja um homem completo e
voltado para si independentemente dos acidentes que possa ter pelo caminho que
Ele escolha da profição, por exemplo. O autor defende que os verdadeiros
receptores e amas devem ser os pais e as mães, por isso na idealização do
Emilio Rousseau o pegou como órfão a educação e uma tarefa segundo ele algo que
deve durar a vida por toda uma vida e alimentar a cria e só uma parte do
processo por isso a necessidade da educação ser realizada pelos pais e não por
mercenários como as amas deleite e os receptores. Para Rousseau a criança não
deve ser vista como um homem em medida pormenorizada, mas sim como um homem em
potencial que com a devida atenção poderá se tornar bom para si. Por isso
Rousseau divide por etapas a educação a começar do zero aos dois anos que é o
que se relata no livro primeiro do Emilio. Saindo destes antecedentes teóricos
o autor começa afazer relatos prescritivos e descritivos de como criar uma
criança para se tornar forte. O primeiro deles e o de se dispensar se possível
as amas de leite visto que a educação e o contato deve se dar pelos pais que
são os maiores responsáveis pela educação da criança.as amas de leite devem ser
dispensadas primeiramente por serem mercenárias e os maus tratos com a criança
são comuns e abafados pelas amas. Mas Rousseau ainda afirma que se a
necessidade que se na falta de leite materno levar a obrigatoriedade do uso das
amas, este deve ser meramente técnico, pois a criança não deve se afeiçoar a
ama de trata La como mera servente. Tudo isto visa a colocar a mãe no pedestal
do mundo da criança. A educação para não deixar Emilio cair nos vícios começa
desde cedo e ela e bem dura. Rousseau começa por defender que a criança deve
estar livre em seus movimentos ela não deve, por exemplo, ser enrolada
imobilizando a.criança deve estar em pleno conhecimento de seus movimentos para
que ela posa agir ao natural. Rousseau defende isso ao observar que a inibição
aos movimentos naturais da sua época já começa quando a criança e ainda bebe
enquanto que em sociedades primitivas isso se da ao contrario. O autor de o
contrato social defende que a criança dessa facha etária deve ser criada
totalmente ao natural sem nenhuma das abstrações do mundo de seu tempo como os
livros. A criança quando ela faz seus movimentos ela já esta, se instruindo a
educação ela entra como um habito de ampliação da meta, por isso ela antes de
falar e de entender ela já esta se instruindo “ao natural”. Os pais devem então
dar o ambiente adequado para que ela se desenvolva sem vícios. Uma das
prescrições deste livro mais fantásticas e chocantes de Rousseau e a de quando
a criança estiver chorando a mãe só deve atende La quando esta já estiver
acalmada, pois assim a criança só requisitara aquilo que Le e essencial não
caindo em desejos imposto pelo mundo moderno da época do autor . Assim a
criança se tornara forte e a força motris de seus atos será a natureza.
Livro três
Nesta parte da obra de Rousseau em seu método de psicologia
do desenvolvimento entende o período de pré adolescência 12 a 15 anos como sendo a
idade da força. O filosofo da este nome a esta etapa pelo fato de a criança
nesta idade e somente nesta idade possui uma força que transcende as suas
necessidades. A criança aqui tem uma força demasiada grande para um menino e
absolutamente fraca para um homem.
A educação aqui esta longe de se
introduzir em
abstrações. Rousseau trata aqui ainda somente o que é
adequado a natureza, Emilio ainda não conhece a humanidade, esta se resume a
ele mesmo. Os interesses da criança se desenvolvem ao natural, nesse isolamento
cognitivo do Emílio Rousseau usa uma metáfora comparando Emilio a um filosofo
deixado desde o nascimento com seus livros em uma ilha completamente só. Neste
caso o filosofo provavelmente nunca em toda a sua vida abriria um livro, não se
preocuparia com a essência suprema, mas por outro lado não deixaria de conhecer
nenhuma parte da sua ilha e o seu conhecimento se reduziria somente ao útil.
Neste estado em que se encontra este filosofo da ilha é o estado em que se
encontra Emilio, ele esta na sua ilha e nela só o útil tem vês. O útil é a
palavra chave na educação intelectual do Emilio neste estagio o “pra que serve
isso”. Na época de Rousseau era está época em que começava se a ensinar as
crianças às ciências empurando-as um conhecimento já pronto. Inclusive Rousseau
da um exemplo da época em que dava aulas ao tentar explicar a importância da
utilidade da química para uma criança com um exemplo de um teste para saber
entre dois vinhos qual e o verdadeiro e qual e o falso que inclusive e danoso a
saúde, Rousseau se inclina a grandes explicações cientificas para explicar como
diferencial os. Ao final o aluno sem nada entender deixa o professor embaraçado
“quaro dizia Rousseau em
seu Emílio ” este conhecimento de útil não e algo vindo do
aluno e experimentado pelas máquinas do aluno e, portanto não e um conhecimento
seu. A criança só conhece o útil que o é para a sua idade.
O receptor deve sim criar o ambiente
propicio para o aluno naturalmente exerça a sua curiosidade e ele mesmo
investigue a utilidade das coisas. Outro fator importante e o de não usar
palavras abstratas e sim mostrar o mundo. Um exemplo de Rousseau e levar a
criança para observar onde o sol nasce e onde se Poe com um referencial que no
caso e floresta de nortwere. Após alguns dias Rousseau se perde de propósito
nesta floresta com Emilio. Este ultimo desesperado para sair da floresta
utiliza se do conhecimento astronômico para se quiar e sair da floresta.
Conclui Emilio “a astronomia tem
utilidade”(Emílio Rousseau 1979 pag:194).
Deixar
que o aluno construa as suas maquinas refere-se dos instrumentos utilizados.
Rousseau da outro exemplo. Um dia passando na feira Emilio vê um ilusionista
atrair um mar eco de cera com um pedaço de pão intrigado com isso Emilio decide
pesquisar e chega a conclusão de que este mar eco se tiver uma agulha bem
imantada na sua ponta “do pico” ele poderá atrais o mar eco com um prego
escondido no pão, Desvendando o mistério do ilusionista. “A nesta idade russeau
acrescenta uma leitura na vida de Emilio “Robinson Crusoé” conta a istoria de
um naufrago em uma ilha este assim como Emilio so tem espaço para o útil em sua
ilha” e criado ao natural’. Emilio tem poucos conhecimentos, mas estes são
seus. Há também nesta parte do texto a chamada escolha do oficio do Emilio.
Esta deve ser manual pois o seu pupilo só tem olhos para o útil, esta profição
deve ser algo independente, pois tendo-se em vista não só o ultimo e a criação
das fermentas feitas pelo próprio aluno e
mas também visando o isolamento que Emilio esta passando nesta fase em
relação ao resto do mundo. Esta profição deve ser auto-suficiente tendo-se em
vista todas as fatalidades da vida do aluno incluindo inclusive a ruína da
pobreza. Rousseau mostra as varias formas de vida da alta e da baixa sociedade
deixando que Emilio escolha a sua favorita. Tendo-se anteriormente trabalhando
os impulsos naturais da criança e quase necessário que ela aprecie mais a vida
rústica. Por fim Emilio já possui uma vaga noção de abstração como a da moeda
mas esta se restringe somente a atividade de troca. Afinal Emílio esta sendo
educado para ser um selvagem na cidade e não no deserto. Mas ele não possui a
necessidade de riqueza, permanecendo a moeda como simples troca entre uma
necessidade de um homem para com os outros.
Bibliografia: Emilio
Rousseau difil São Paulo - RJ tradução
Sérgio milliet 1979.
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