sexta-feira, 11 de dezembro de 2015





Resenhas dos livros I e III da obra Emilio de Rousseau







Gabriel Heidrich Medeiros Mestrando em filosofia pela UFPEL/ gabriel_heidrich@yahoo.com.br/ 53 33421266










Resenhas dos livros I e III da obra Emilio de Rousseau


Resumo: O trabalho visa a abordagem superficial dos principais temas dos livros I e III da obra O Emilio de Rousseau.

Palavras chave- Emilio, pedagogia e Rousseau.

Abstract: The approach aims to work surface of the main themes of the books I and III of the work of Emilio Rousseau

Keywords-Emilio, pedagogy and Rousseau.

Livro um


“Tudo é certo em saindo das mãos do autor de todas as coisas, tudo degenera nas aos do homem.” (Emilio Rousseau 1979 pag:9) Esta e a premissa principal do pensamento de Rousseau. Ela é a crença tipicamente romântica e uma visão antropológica otimista quanto ao homem é a idéia de que o homem em seu estado de natureza é bom. Inclusive mais cooperativo com seus colegas. E uma idéia bem divergente a outro autor anterior a Rousseau Hobbes tinha uma visão antropológica pessimista do homem, pois este para o autor de “leviatã” quando o homem esta dentro do seu estado de natureza ele fica em um estado de guerra constante que somente com a intervenção do estado delimitador da liberdade humana e que poderá ser quebrado. Já em Rousseau o estado e que tem um papel “desvirtuante” já que ao colocar o homem em um estado de paz perpetua este acaba por desenvolver vícios. Há aqui, sobretudo uma critica ao estado moderno, pois este acaba por formar nem cidadões nem homens, pois o conforto proporcionado pelo estado acaba por formar homens fracos indispostos para viver tanto para si quanto para os outros.
     Mas como formar homens a resposta é pela educação. a única forma de se tornar alguma coisa e pela educação. No Emilio Rousseau acha que a educação e habito e que visa uma meta e esta meta que e senão a meta do homem natural. A grande questão seria então para Rousseau È como formar um homem voltado para si “naturalizado” no meio do turbilhão de desvios que a sociedade o seu tempo trás. A tentativa de educar alguém na sociedade moderna do tempo de Rousseau seria como criar uma nada esta e a visão do homem de seu tempo para Rousseau, pois ele não serve mais nem para si nem para os outros, tornou-se viciado em pequenos caprichos oferecidos pela sociedade. Portanto a doutrina educativa de Rousseau esta longe de almejar a virtude e sim o nada fazer. o esforço de Rousseau esta em afastar os vícios para que o homem possa ser atingido pelos impulsos naturais e que se deixe levar por estes. No Emilio Rousseau enumera três tipos de educação. A da natureza a do homem e a dos objetos. Sendo que somente da segunda somos realmente senhores e que devemos ampliar o êxito natural de chegar à meta que é a própria natureza, pois sendo a educação um mero habito que visa a meta. Rousseau no livro um do Emílio sita a republica de Platão como sendo uma das mais belas obras de educação voltada para a cidadania e entre vários exemplos de cidadoes,entre eles.

“uma mulher de Esparta tinha cinco filhos no exercito e aguardava notícias da batalha. chega UM HILOTA, ela pede lhe, trêmulas informações: “vossos cinco filhos morreram – vil escravo perguntei isso? – “alcançamos a vitoria” A mãe corre ao templo e rende graças aos deuses. “Eis a cidadã.”(Emilio Rousseau 1979 pag:13)
  
Este e um belo exemplo da educação voltada para os outros que assim como a educação voltada para si torna impossível no tempo de Rousseau “não se pode ter uma educação cidadã e uma educação voltada para si elas não se misturam”.
     Com a idéia de tentar desenvolver um método educativo voltado para si Rousseau imagina um pupilo quimérico chamado Emilio ao qual o autor de o contrato social iara aplicar o seu método. Rousseau visa educar o seu para que seja forte e não caia em vícios por isso ele também idealiza o seu aluno. Ele não deve ser alguém doente, pois este só viveria para existir devido aos constates cuidados que se tem que ter com este tipo de pessoa. Rousseau quer ensinar a viver quer que o seu Emilio seja um homem completo e voltado para si independentemente dos acidentes que possa ter pelo caminho que Ele escolha da profição, por exemplo. O autor defende que os verdadeiros receptores e amas devem ser os pais e as mães, por isso na idealização do Emilio Rousseau o pegou como órfão a educação e uma tarefa segundo ele algo que deve durar a vida por toda uma vida e alimentar a cria e só uma parte do processo por isso a necessidade da educação ser realizada pelos pais e não por mercenários como as amas deleite e os receptores. Para Rousseau a criança não deve ser vista como um homem em medida pormenorizada, mas sim como um homem em potencial que com a devida atenção poderá se tornar bom para si. Por isso Rousseau divide por etapas a educação a começar do zero aos dois anos que é o que se relata no livro primeiro do Emilio. Saindo destes antecedentes teóricos o autor começa afazer relatos prescritivos e descritivos de como criar uma criança para se tornar forte. O primeiro deles e o de se dispensar se possível as amas de leite visto que a educação e o contato deve se dar pelos pais que são os maiores responsáveis pela educação da criança.as amas de leite devem ser dispensadas primeiramente por serem mercenárias e os maus tratos com a criança são comuns e abafados pelas amas. Mas Rousseau ainda afirma que se a necessidade que se na falta de leite materno levar a obrigatoriedade do uso das amas, este deve ser meramente técnico, pois a criança não deve se afeiçoar a ama de trata La como mera servente. Tudo isto visa a colocar a mãe no pedestal do mundo da criança. A educação para não deixar Emilio cair nos vícios começa desde cedo e ela e bem dura. Rousseau começa por defender que a criança deve estar livre em seus movimentos ela não deve, por exemplo, ser enrolada imobilizando a.criança deve estar em pleno conhecimento de seus movimentos para que ela posa agir ao natural. Rousseau defende isso ao observar que a inibição aos movimentos naturais da sua época já começa quando a criança e ainda bebe enquanto que em sociedades primitivas isso se da ao contrario. O autor de o contrato social defende que a criança dessa facha etária deve ser criada totalmente ao natural sem nenhuma das abstrações do mundo de seu tempo como os livros. A criança quando ela faz seus movimentos ela já esta, se instruindo a educação ela entra como um habito de ampliação da meta, por isso ela antes de falar e de entender ela já esta se instruindo “ao natural”. Os pais devem então dar o ambiente adequado para que ela se desenvolva sem vícios. Uma das prescrições deste livro mais fantásticas e chocantes de Rousseau e a de quando a criança estiver chorando a mãe só deve atende La quando esta já estiver acalmada, pois assim a criança só requisitara aquilo que Le e essencial não caindo em desejos imposto pelo mundo moderno da época do autor . Assim a criança se tornara forte e a força motris de seus atos será a natureza.

Livro três

      Nesta parte da obra de Rousseau em seu método de psicologia do desenvolvimento entende o período de pré adolescência 12 a 15 anos como sendo a idade da força. O filosofo da este nome a esta etapa pelo fato de a criança nesta idade e somente nesta idade possui uma força que transcende as suas necessidades. A criança aqui tem uma força demasiada grande para um menino e absolutamente fraca para um homem.
     A educação aqui esta longe de se introduzir em abstrações. Rousseau trata aqui ainda somente o que é adequado a natureza, Emilio ainda não conhece a humanidade, esta se resume a ele mesmo. Os interesses da criança se desenvolvem ao natural, nesse isolamento cognitivo do Emílio Rousseau usa uma metáfora comparando Emilio a um filosofo deixado desde o nascimento com seus livros em uma ilha completamente só. Neste caso o filosofo provavelmente nunca em toda a sua vida abriria um livro, não se preocuparia com a essência suprema, mas por outro lado não deixaria de conhecer nenhuma parte da sua ilha e o seu conhecimento se reduziria somente ao útil. Neste estado em que se encontra este filosofo da ilha é o estado em que se encontra Emilio, ele esta na sua ilha e nela só o útil tem vês. O útil é a palavra chave na educação intelectual do Emilio neste estagio o “pra que serve isso”. Na época de Rousseau era está época em que começava se a ensinar as crianças às ciências empurando-as um conhecimento já pronto. Inclusive Rousseau da um exemplo da época em que dava aulas ao tentar explicar a importância da utilidade da química para uma criança com um exemplo de um teste para saber entre dois vinhos qual e o verdadeiro e qual e o falso que inclusive e danoso a saúde, Rousseau se inclina a grandes explicações cientificas para explicar como diferencial os. Ao final o aluno sem nada entender deixa o professor embaraçado “quaro dizia Rousseau em seu Emílio” este conhecimento de útil não e algo vindo do aluno e experimentado pelas máquinas do aluno e, portanto não e um conhecimento seu. A criança só conhece o útil que o é para a sua idade.
     O receptor deve sim criar o ambiente propicio para o aluno naturalmente exerça a sua curiosidade e ele mesmo investigue a utilidade das coisas. Outro fator importante e o de não usar palavras abstratas e sim mostrar o mundo. Um exemplo de Rousseau e levar a criança para observar onde o sol nasce e onde se Poe com um referencial que no caso e floresta de nortwere. Após alguns dias Rousseau se perde de propósito nesta floresta com Emilio. Este ultimo desesperado para sair da floresta utiliza se do conhecimento astronômico para se quiar e sair da floresta. Conclui Emilio “a astronomia tem utilidade”(Emílio Rousseau 1979 pag:194).
Deixar que o aluno construa as suas maquinas refere-se dos instrumentos utilizados. Rousseau da outro exemplo. Um dia passando na feira Emilio vê um ilusionista atrair um mar eco de cera com um pedaço de pão intrigado com isso Emilio decide pesquisar e chega a conclusão de que este mar eco se tiver uma agulha bem imantada na sua ponta “do pico” ele poderá atrais o mar eco com um prego escondido no pão, Desvendando o mistério do ilusionista. “A nesta idade russeau acrescenta uma leitura na vida de Emilio “Robinson Crusoé” conta a istoria de um naufrago em uma ilha este assim como Emilio so tem espaço para o útil em sua ilha” e criado ao natural’. Emilio tem poucos conhecimentos, mas estes são seus. Há também nesta parte do texto a chamada escolha do oficio do Emilio. Esta deve ser manual pois o seu pupilo só tem olhos para o útil, esta profição deve ser algo independente, pois tendo-se em vista não só o ultimo e a criação das fermentas feitas pelo próprio aluno e                                                                            mas também visando o isolamento que Emilio esta passando nesta fase em relação ao resto do mundo. Esta profição deve ser auto-suficiente tendo-se em vista todas as fatalidades da vida do aluno incluindo inclusive a ruína da pobreza. Rousseau mostra as varias formas de vida da alta e da baixa sociedade deixando que Emilio escolha a sua favorita. Tendo-se anteriormente trabalhando os impulsos naturais da criança e quase necessário que ela aprecie mais a vida rústica. Por fim Emilio já possui uma vaga noção de abstração como a da moeda mas esta se restringe somente a atividade de troca. Afinal Emílio esta sendo educado para ser um selvagem na cidade e não no deserto. Mas ele não possui a necessidade de riqueza, permanecendo a moeda como simples troca entre uma necessidade de um homem para com os outros.


Bibliografia: Emilio Rousseau  difil São Paulo - RJ tradução Sérgio milliet 1979.

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